sexta-feira, 13 de maio de 2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Contexto brasileiro atual

Durante a ditadura militar, o Brasil teve um grande período de estruturação industrial, na tentativa de atender a uma demanda interna crescente, sair da estratégia econômica da substituição das importações e também se inserir definitivamente no cenário econômico mundial como um país em desenvolvimento. Foi um período de forte repressão política com total ausência de democracia, proibições diversas, como, por exemplo, o livre direito de expressão.

Em 1984, os militares, depois de vinte anos, deixam o poder para um governo civil. A eleição de Tancredo Neves de forma indireta, por um colégio eleitoral, representou a grande nova esperança para toda uma nação que tanto desejava um país livre e democrático. Esse tempo chegou. Porém, o país não havia se preparado a altura e de forma capaz para atender a uma nova realidade de demanda econômica e social. Não tínhamos uma capacidade produtiva para atender à nova onda de consumo. Entramos, portanto, na era da especulação onde eram mínimas as iniciativas para a produtividade, para o empreendedorismo e maior eram as tentações ilusórias a se investir em fundos financeiros. Foi o tempo dos “open e overs” da vida. Durante esse período, no campo político, o povo brasileiro vivia a alegria eufórica de poder participar dos processos eleitorais em todas as esferas. No campo econômico, sucessivos planos fracassavam, um atrás do outro.

Finalmente em 1994, o governo Itamar Franco, através do seu ministro da economia Fernando Henrique Cardoso, lança o plano real que debelou a inflação, estabilizou a economia, acabando com a especulação e incentivando o empreendedorismo e à produtividade. Em função do sucesso do plano real, Fernando Henrique foi eleito Presidente da República e teve como maior missão o desafio de modernizar o país e prepará-lo para o século vinte e um. Fernando Henrique Cardoso foi presidente por dois mandatos consecutivos (de 1995 a 1998 e de 1999 a 2002). Suas principais marcas foram a consolidação do Plano Real, a introdução do programas de transferência de renda como o Bolsa Escola, além de profundas reformas econômicas que produzem efeitos positivos até os dias de hoje. O governo FHC teve pulso firme para impedir que o Brasil quebrasse, como aconteceu com a Argentina, consolidou a estabilização da economia, derrotou a inflação e melhorou áreas de infra-estrutura do país com as privatizações, em especial o setor de telecomunicações, que recebeu investimentos de aproximadamente 135 bilhões de reais e se modernizou rapidamente nas mãos da iniciativa privada fazendo com que uma linha telefônica deixasse de ser um artigo de luxo, como era até os anos 90.

Em 2002, a eleição do sindicalista Luís Inácio Lula da Silva representou um marco para a história política do Brasil. Lula, também, governou o Brasil por dois mandatos consecutivos de 2003 a 2006 e de 2007 a 2010. O seu governo caracterizou-se pela baixa inflação, redução do desemprego e constantes recordes da balança comercial. Promoveu o incentivo às exportações, à diversificação dos investimentos feitos pelo BNDES, estimulou o micro-crédito e ampliou os investimentos na agricultura familiar através do PRONAF (Programa Nacional da Agricultura Familiar). Na gestão do presidente Lula observou-se o recorde na produção da indústria automobilística, em 2005 e o maior crescimento real do salário mínimo, resultando na recuperação do poder de compra dessa parte da população. Também houve o refortalecimento da Petrobras, que culminou com o renascimento da indústria naval brasileira, que em 2009 passou a ser a sexta maior do mundo.

Temos, hoje, um país moderno, sob a dimensão tecnológica, atrativo para o grande capital especulativo graças a nossa taxa de juros, a maior do planeta, dotado de um parque industrial invejável e, cada vez mais, preparado para enfrentar os grandes desafios da globalização. Porém, ainda continuamos sendo um grande país de grandes contrastes. Inadimissível, diante da nossa situação econômica, sermos um país classificado em 57º lugar conforme o Pizza 2010 (levando em conta as escolas públicas e particulares juntas. Se separar...); índices de violência cada vez mais elevados; total fracasso da nossa segurança pública, falência múltipla da nossa saúde pública; sistema prisional totalmente falido, etc. Tudo isso sem falar do pior de todos os males que nos afligem: a corrupção. É preciso dissociar o Brasil econômico do país carente de desenvolvimento social. Haja vista a China, segunda potência econômica mundial que ocupa o 89º lugar nesse aspecto. Economicamente, estamos indo bem. Socialmente, infelizmente, ainda continuamos sendo um país muito atrasado. Entre os sete maiores países latino-americanos, que somam 80% da população da América Latina e Caribe, o poder de compra da renda per capta do Brasil é inferior ao do Chile, Argentina, Venezuela, México, e Colômbia (apenas superior ao do Peru). O gasto total em saúde no Brasil por habitante é também um dos mais baixos entre os países citados, menor que a metade do gasto da Argentina e do Chile. O Brasil, além da baixa renda e do baixo gasto total em saúde por habitante, destaca-se ainda como um dos países com pior distribuição de renda no mundo.

O Brasil vive um grave processo de despolitização da sociedade e de desmobilização dos movimentos sociais. A população empobrecida, animada pelo auxílio assistencial que está recebendo, vê no governo seu salvador. Algumas centrais sindicais, outrora combativas, foram cooptadas pelo governo (cargos, recursos); alguns setores de movimentos sociais, críticos a esse modelo, receiam criticar o governo para não reforçar a campanha de setores da direita, também interessados em enfraquecer o governo. E o governo desenvolve uma bem sucedida campanha de propaganda para se afirmar como defensor dos pobres, ao mesmo tempo em que defende efetivamente os interesses dos “banqueiros, usineiros e empreiteiros”. O resultado é a desarticulação e a divisão em parte dos movimentos.

O Estado de bem estar social que garanta minimamente a dignidade de que o povo brasileiro tanto necessita como saúde, educação, moradia, segurança, transporte, etc, ou seja, políticas de interesse público com qualidade, somente poderá acontecer se o país, ou melhor, os políticos, nossos representantes, tiverem a vergonha e a coragem de fazerem as reformas cruciais para as verdadeiras transformações: a reforma política, a mãe de todas as reformas; a reforma tributária, pois não se justifica um país onde os pobres pagam mais impostos que os ricos; a reforma da previdência; a reforma penal e outras igualmente necessárias para tornar o Brasil um país justo e solidário e assim, finalmente, deixar de ser o país do futuro para se tornar o PAÍS do presente. Essas ações somente acontecerão com a iniciativa e a força do governo envolvendo a sociedade organizada. Do contrário, continuaremos sendo o país do engodo, da esperteza, do marketing, da mentira, da omissão (agora voltando a ser o país do assistencialismo), da falta da construção do conhecimento e da venda absurda de facilidades para uma vida difícil.

Para, verdadeiramente, ser um país de todos, o Brail precisa deixar de ser o país de uns.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Comunicação e Hierarquia nas Organizações

A forma como as pessoas se comunicam e, por conseguinte, como lidam internamente com a comunicação de modo a obter uma cultura favorável aos objetivos almejados pela organização é uma das questões mais importantes para as empresas, hoje, em todo o mundo. Assim, entender como a comunicação se processa dentro das organizações é uma das condições fundamentais para se chegar às raízes de problemas que podem interferir nos resultados e exigir mudanças e transformações. Por isso, é importante trabalhar na comunicação, com abertura de canais, conscientização e engajamento dos funcionários numa mesma diretriz empresarial para que se possa criar uma cultura de delegação de responsabilidades e autoridade às pessoas, as quais devem sentir-se parte integrante dos processos de mudanças. Sem nenhuma dúvida, constata-se que a comunicação é importante para o acompanhamento e avaliação de resultados obtidos na organização como um todo. Envolver as pessoas, por sua vez, implica compartilhamento dos sentimentos de missão, capacidade de agregar valor e de contribuir para o sucesso da empresa. 
        O desafio maior dos gestores é tornar as empresas mais competitivas e sobreviver no mercado globalizado. A exigência da promoção de mudanças estratégicas reconfigura o papel da comunicação empresarial. Hoje, não se pode imaginar uma empresa que se pretenda líder de mercado e que volte as costas para o trabalho de comunicação. Na verdade, a comunicação é conceituada como o processo complexo através do qual as pessoas tentam compartilhar significados através de mensagens simbólicas. A comunicação constitui um dos elementos essenciais no processo de criação, transmissão e formalização do universo simbólico de uma organização.
        Hierarquia é a autoridade que um superior tem sobre um subordinado e se desenvolve do topo para a base da organização. Essa cadeia é resultante do princípio de comando e deve ser usada como canal de comunicação e de tomada de decisão.A hierarquia ganhou ênfase com a burocracia que defendia um sistema capaz de indicar, aos olhos de todos, aqueles que detêm o poder. Daí surge a tendência à utilização intensiva de símbolos ou sinais de status para demonstrar a posição hierárquica, como o uniforme, localização da sala, do banheiro, do estacionamento, do refeitório, tipo de mesa etc.
        A estrutura hierárquica nas organizações foi formulada apartir dos traços hierárquicos da Igreja Católica e das organizações militares. Com a teoria clássica da administração, ela ganhou mais peso no entendimento de que formava a base da organização formal e seria através das linhas de comando e de comunicação que a organização deveria funcionar. Observa-se, portanto, que ao se projetar essa organização altamente formal, esta estava se encaminhando a tornar-se uma grande máquina. Não obstante ela tenha sido idealizada para atender a uma nova concepção de trabalho advinda da Revolução Industrial, sua influência está presente em muitas organizações ditas modernas e sua utilização ainda é muito difundida. Entretanto, constantes movimentos administrativos, principalmente a partir do século XX, vêm questionando a hierarquização das organizações, propondo novas configurações, tanto administrativas quanto da estrutura organizacional, propriamente dita. Das novas tecnologias de gestão organizacional, destaca-se o empowerment como forma de minimizar a questão hierárquica nas organizações.
        A hierarquia ganhou ênfase com a burocracia que defendia um sistema capaz de indicar, aos olhos de todos, aqueles que detêm o poder. Daí surge a tendência à utilização intensiva de símbolos ou sinais de status para demonstrar a posição hierárquica, como o uniforme, localização da sala, do banheiro, do estacionamento, do refeitório, tipo de mesa etc.
        A hierarquia é a negação da autonomia, liberdade, espontaneidade, criatividade, dignidade e independência. Ela faz as pessoas procurarem orientação ou aprovação em quem se encontra em posição superior, a fim de não errar, promovendo por isso a rigidez e a timidez. As pessoas ficam com medo de transmitir más notícias ou sugestões de aprimoramento para cima, porque isso pode significar que o chefe deveria ter pensado nas inovações mas não o fez. Por isso, subir na hierarquia poderia depender muito mais de habilidade do que de talento.
        Esse modelo começou a sucumbir apartir do momento em que as empresas procuraram adotar sistemas mais enxutos, menos complexos, com menos cadeia de comando e onde as pessoas poderiam transitar bem mais à vontade numa organização com menos níveis hierárquicos expondo suas críticas e sugestões para uma melhor eficiência dos trabalhos, principalmente pela maior rapidez nas tomadas de decisões. Surge, então, uma novo modelo de gestão onde a capacidade e a responsabilidade pela solução dos problemas passa a ser tarefa de todos: o empowerment.
        O empowerment surgiu como criação ou fortalecimento do poder decisório nas mãos das pessoas da organização. Com o desenvolvimento da tecnologia, portanto, foi concedido às pessoas a oportunidade de participarem ativamente do processo de tomada de decisão (e, também, decidirem).
        Assim, pode-se concluir que empowerment é dar poder e responsabilidade para o funcionário desempenhar determinada tarefa, vinculando-se o seu uso a metas bem definidas e a constantes avaliações. Envolve autonomia com limites e almeja-se como efeitos, produtividade, autoconfiança e auto-estima, além do atendimento dos clientes, substituindo-se a hierarquia tradicional por equipes autogerenciadas capazes de produzirem melhores resultados.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aspectos do processo de mudança organizacional no setor público

        É absolutamente inconcebível uma Gestão Pública com práticas atrasadas, nos moldes do século XX, mecanicista e avessa à mudança. Ela precisa avançar no processo de renovação, saindo da aprendizagem em circuito simples onde se procurava apenas corrigir os erros para uma nova aprendizagem em circuito duplo onde há um esforço de reflexão que influencia e demanda novas ações e práticas gerenciais.
        Hoje, o mundo globalizado exige organizações enxutas, eficientes e competitivas. Há, portanto, uma necessidade premente por uma implementação de um processo de renovação e melhoria constante nas empresas. Nesse contexto, a gestão pública, também, está sob forte pressão por mudança com vistas ao alcance de maior capacidade competitiva e aumento da eficiência, implicando mudanças organizacionais que possibilitem agilidade e diminuição da complexidade burocrática na implantação de novas estratégias. Ou seja, a nova Gestão Pública deve desenvolver-se competitivamente e atuar sob metas e objetivos na busca por produtividade e melhores resultados.
        Não há mais espaço para aquela Gestão Pública repetitiva e rotineira, sem novidade e sem perspectivas de renovação, que não respeita o cliente, o contribuinte e não dá satisfação à sociedade. Urge, de forma extrema e necessária, a implementação de uma nova Administração Pública que valorize e promova o servidor público, o contribuinte que é quem banca todo o setor público, que seja dotada pela capacidade, ética e transparência e seja eficaz.
        Para isso, é importante e necessário considerar alguns aspectos:
Comportamento humano: as pessoas formam o conjunto maior de valor de uma organização. É através delas que as organizações se realizam.
Continuidade e descontinuidade administrativa: coragem e atitude para continuar com o que gera resultado e eliminar o que gera desperdício.
Flexibilização e adaptação permanente: conhecimento e uso dos limites e condição de adequação aos novos processos.
Reformulação da estrutura organizacional: a eficiência da gestão pública resulta da qualidade do desenho das instituições, bem como da atuação da administração, ao nível da delegação de poderes, das regras de financiamento, dos incentivos, etc.
Sair definitivamente da Administração Patrimonialista para a Gerencialista: a gestão pública brasileira é historicamente caracterizada por uma administração patrimonialista, modelo que presume o paternalismo, o nepotismo e o empreguismo, não fazendo distinção entre as esferas de atividade pública e privada. É preciso mudar e já.
Migrar da gestão baseada na rotina para a gestão baseada na mudança: a administração mecânica e repetitiva deve dar lugar a uma Gestão Dinâmica, aberta, democrática e participativa.
Processo de melhoria contínua: o aprendizado contínuo é ferramenta relevante das empresas competitivas. Treinamento e capacitação permanentes são importantes para a maximização de resultados
A tecnologia: o catalisador das transformações, modernidade e economia de tempo e recursos.
Desenvolvimento de lideranças: as organizações não aceitam mais os chefes. Elas precisam de líderes para tomar frente nas ações e alcançar grandes conquistas.
Mudar da Administração para a Gestão Pública: pressupõe prestar atenção aos circuitos de tomada de decisões. A nova gestão pública consiste em adequar os meios de intervenção pública aos fins previstos. Gerir implica a busca da eficiência na aplicação dos recursos públicos.

A evolução da Adm. Pública e os novos desafios

        A evolução da administração pública em nosso país passou por três modelos diferentes: a administração patrimonialista, a administração burocrática e a administração gerencial. Essas modalidades surgiram sucessivamente ao longo do tempo, não significando, porém, que alguma delas tenha sido definitivamente abandonada.
        Na administração pública patrimonialista, o aparelho do Estado é a extensão do próprio poder do governante e os seus funcionários são considerados como membros da nobreza. O patrimônio do Estado confunde-se com o patrimônio do soberano e a corrupção e o nepotismo são características marcantes a esse tipo de administração.
        A administração pública burocrática surge para combater a corrupção e o nepotismo do modelo anterior. São princípios típicos deste tipo de administração: a impessoalidade, o formalismo, a hierarquia funcional, a ideia de carreira pública e a profissionalização do servidor, somando a tudo isso, a ideia de poder racional-legal. Porém, a administração burocrática, transforma o controle a ela inerente em um verdadeiro fim do Estado e não um simples meio para atingir seus objetivos. Volta-se para si mesmo, perdendo a noção de sua missão básica, que é servir à sociedade. Torna-se ineficiente, auto-referente e incapaz de atender adequadamente aos anseios dos cidadãos.
        A administração pública gerencial apresenta-se como solução para estes problemas da burocracia. Prioriza-se a eficiência da Administração, o aumento da qualidade dos serviços e a redução dos custos. Busca-se desenvolver uma cultura gerencial nas organizações, com ênfase nos resultados e aumentar a governança do Estado, isto é, a sua capacidade de gerenciar com efetividade e eficiência. O cidadão passa a ser visto com outros olhos, tornando-se peça essencial para o correto desempenho da atividade pública, por ser considerado seu principal beneficiário, o cliente dos serviços prestados pelo Estado. É um novo modelo de gestão baseado no modelo da iniciativa privada.
        A administração gerencial constitui um avanço, mas sem romper em definitivo com a administração burocrática, pois não nega todos os seus métodos e princípios. Na verdade, o gerencialismo apóia-se na burocracia, conservando seus preceitos básicos, como a admissão de pessoal segundo critérios rígidos, a meritocracia na carreira pública, as avaliações de desempenho, o aperfeiçoamento profissional e um sistema de remuneração estruturado. A diferença reside na maneira como é feito o controle, que passa a concentrar-se nos resultados, não mais nos processos em si, procurando-se, ainda, garantir a autonomia do servidor para atingir tais resultados, que serão verificados posteriormente. Assim, o modelo gerencial na Administração Pública vem cada vez mais se consolidando, com a mudança de estruturas organizacionais, o estabelecimento de metas a alcançar, a redução da máquina estatal, a descentralização dos serviços públicos, a criação das agências reguladoras para zelar pela adequada prestação dos serviços, etc. O novo modelo propõe-se a promover o aumento da qualidade e da eficiência dos serviços oferecidos pelo Poder Público aos seus clientes: os cidadãos. Para isso, é extremamente importante e imprescindível efetuar as reformas, ainda necessárias, e encarar muitos desafios, como por exemplo:

Descentralização política e administrativa: criar redes para partilhar e aprender, com os colegas, os    parceiros e os cidadãos, para acolher as estruturas da sociedade civil, para tornar a Administração Pública  mais aberta, transparente e inovadora.
Redução de níveis hierárquicos: desenvolver processos de mudanças que atenda não somente aos aspectos tecnológicos, mas, sobretudo, aos aspectos organizacionais, humanos e culturais.
Simplificação: emagrecer as estruturas, eliminar concorrências estruturais, criar organizações autônomas, externalizar serviços e funções.
Flexibilidade organizacional: através de flexibilidade na gestão, com novas formas de planejamento orçamental e de atividades, de controle e atendimento à Lei de Responsabilidade Fiscal.
Confiança: elevado nível de participação dos colaboradores e dos cidadãos na gestão da organização, criando uma cultura de inovação e de envolvimento.
Eficiência: fazer o que precisa ser feito com o máximo de qualidade, ao menor custo possível. Não se trata de redução de custo a qualquer custo, mas de obter a melhor relação entre a qualidade do serviço e a qualidade do gasto.
Gestão por resultados: desenvolver as competências a partir dos resultados obtidos e fixar novas metas ambiciosas.
Orientação para o cidadão: facilitar a vida aos cidadãos, introduzindo novos mecanismos de prestação de serviços e eliminando procedimentos redundantes ou inúteis e criar uma visão clara, cativante com o objetivo de servir as pessoas.
Qualidade: conhecer as expectativas dos cidadãos relativamente aos serviços públicos e divulgar os parâmetros de qualidade que a organização pública se propõe assegurar, promover a participação direta do cidadão por meio de pesquisas de satisfação, ouvidorias, conselhos e comitês.
Planejamento estratégico: desenvolver um leque de estratégias arrojadas, capaz de concretizar a visão e elaborar um plano estratégico afetivo como, por exemplo, celebrar parcerias público-privadas, racionalizar recursos humanos.
Produtividade: capacidade de fazer mais em menos tempo e de forma mais eficiente. Não há dúvida que esse é um tema amplo, indicando diversos fatores que podem melhorar a produção do setor público, mas sua essência pode ser vista sob dois pontos de vista: a produtividade individual e a coletiva.
Profissionalização: com sistemas de remuneração ligados ao desempenho, o recrutamento de pessoas qualificadas e o desenvolvimento permanente de competências dos colaboradores.
Avaliação: constantemente, avaliar, mensurar para melhorar, aumentando a eficácia das políticas públicas.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

F E L I Z   2 0 1 1

Há um tempo em nossas vidas que é preciso parar,
refletir no caminho percorrido,
avaliar os resultados
e planejar as estratégias para o futuro.
É claro que um desses tempos oportunos
é esse em que estamos, final de ano.
Tempo de se renovar as esperanças
e crer que a intensidade do brilho
que não fomos no ano que termina
pode ser ultrapassada durante o ano novo.
Nossa capacidade transcende o nosso imaginável.
Nascemos para brilhar, vencer e sermos felizes.
Que o ano novo traga além de muita saúde,
paz e muitas vitórias para você e sua família.

F E L I Z   A N O   N O V O

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O poder do Natal

        Eu adoro o Natal. É um tempo maravilhoso, encantador, mágico e especial. Há pessoas que gostam mais do carnaval, da semana santa, das festas juninas... Mas, eu prefiro o Natal. Eu não vejo em nenhum outro tempo essa imensa capacidade que as pessoas adquirem para perdoar, aproximarem-se e amar mais umas às outras. Esse é o encanto do Natal, esse poder transformador que faz o ser humano voltar a lembrar da sua grande capacidade de amar. Principalmente quando acolhemos em nossos lares e em nossos corações, esse Ser pequenino possuído de amor sem fim que vem fazer-se presente no meio de nós para nos relembrar do seu exemplo de amor pela humanidade: Jesus Salvador. É da luz do menino Jesus que precisamos cada vez mais para guiar o rumo de nossas vidas. Eu vejo pessoas se abraçando, se confraternizando, trocando presentes e, por instantes, esquecendo-se de tantas pragas que minam e enfraquecem a humanidade como a fome, a violência, a corrupção, a intransigência, a intolerância, o preconceito e tantas outras. Justamente porque nesse período, o amor contamina as pessoas, as famílias e então a verdadeira paz acontece. A paz do perdão, da reconciliação, da partilha, do carinho, da fraternidade e do amor. Ah se todo dia fosse Natal! Seria maravilhoso porque, talvez assim, as pessoas não teriam tempo para a ganância, para o ódio, para a violência, para vingança..., para a maldade. Mas o Natal é somente um dia ou um período do ano. Por isso, é preciso nos abastecermos mais do amor divino e aproveitarmos esse tempo maravilhoso para amarmos com todo vigor dos nossos corações e vivermos com felicidade essa bendita alegria. E assim, revigorarmos nossa energia e nossa capacidade de continuar amando durante todo o ano novo que se aproxima.

Um feliz e santo Natal para você e toda sua família.

E que a luz do menino Jesus brilhe intensamente para todos durante todo o ano de 2011.

Adm. Esp. José Lemos
CRA – PI 1525
89 9921-4087
       

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Eficiência X Eficácia

Estamos diante do dilema: Eficiência versus Eficácia.

        Na Administração, existem dois conceitos que são considerados iguais para a maioria das pessoas, mas que possuem significados completamente distintos: eficiência e eficácia. É através dessas definições que podemos concluir se uma determinada organização está desempenhando seu papel com sucesso ou se há algo que deve ser transformado. A eficiência é a capacidade do administrador de obter bons produtos (produtividade, desempenho, etc.) utilizando a menor quantidade de recursos (tempo, mão-de-obra, material, etc.) possíveis; ou mais produtos utilizando a mesma quantidade de recursos. Um gerente eficiente é aquele que realiza uma tarefa da melhor forma possível. Já a eficácia é a capacidade de fazer aquilo que é preciso, que é certo para se alcançar determinado objetivo. É escolher os melhores meios e produzir um produto adequado ao mercado. A eficiência envolve a forma com que uma atividade é feita, enquanto a eficácia se refere ao resultado da mesma.

Fonte:http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/eficiencia-e-eficacia-conceitos-distintos-porem-interligados/11978/ Acesso em 20.12.2010.

        A empresa Noconforto Ltda planeja aumentar ainda mais suas vendas em 2011. Ela faturou em 2009 R$180.000,00 e fechará 2010 com uma venda total de 220.000,00 com um crescimento, portanto, de 12.3%. Para 2011, a meta é superar 2010 com um crescimento em 20% o que daria à empresa um faturamento acima de R$260 mil reais. Do ponto de vista da pretensão, ótimo, o pensamento deve ser realmente assim: com metas e objetivos mais audaciosos. Do ponto de vista do planejamento, poderíamos até concordar com tudo isso não fosse a falta de um componente fundamental ao planejamento que é a estratégia. Não fosse a falta de que, mesmo? Vamos aprofundar nossa análise.
        Em 2009, a empresa tinha dois vendedores; em 2010, contratou mais um. E para 2011, planeja contratar mais dois. Logo, imagina seu gerente, assim, poderá realmente atingir a meta estipulada. Isso significa que a empresa também deverá comprar mais um outro veículo para fazer as entregas, já que as vendas aumentarão. Ora, isso é muito bom, a empresa estará gerando mais oportunidades de trabalho e mais pessoas serão contratadas. Mas, também, estará aumentando seus custos com mais salários e encargos sociais. Assim, isso realmente seria muito bom, não fosse mesmo a falta de que? Ah... da tal da estratégia. Bem, então vamos a ela.
        O que a empresa, primeiramente, deveria fazer era um levantamento das reais condições de venda de sua equipe: saber do potencial da mesma, da qualidade e do interesse de seus componentes, do percentual de produtividade, se a capacidade produtiva está sendo explorada no limite e, se ainda isso não aconteceu, identificar as razões, os possíveis problemas e desenvolver, de forma estratégica, políticas e ações que estimulem, que motivem e animem a equipe a se empenhar mais na busca de melhores resultados. Por exemplo:

Saúde: auxílio doença, assistência médica, assistência psiquiátrica e psicológica, cobertura para tratamentos de dependências química (droga/alcoolismo), homeopatia, infertilidade, terapia, check-up, plano médico com livre escolha, plano com cobertura também para agregados e aposentados, assistência ou consultório odontológico, cobertura para aparelhos ortodônticos, ambulatório, desconto na compra de medicamentos e entrega no local de trabalho, programas de alongamento e relaxamento para atendentes, ginástica laboral durante o expediente, academia e spa para executivos.

Alimentação: tíquete, vale-supermercado, café da manhã grátis, lanchonete na empresa, refeições coletivas, cardápios diferenciados para funcionários que tem problemas como diabetes, colesterol e hipertensão.

Educação e Desenvolvimento: seguro educação, bolsas de estudo, cursos de idiomas, instrução dos filhos, ensino supletivo, reembolso para cursos de graduação, pós graduação e MBA, grande oferta de treinamento, inclusive à distância (via CD-ROM), oportunidades de estágio e carreira em outras unidades do grupo, biblioteca, videoteca, palestras variadas: planejamento familiar, orçamento doméstico, segurança no trabalho, apoio pré-aposentadoria, etc.

Carreira: política de promoção com base em avaliação de desempenho para todos os funcionários, prioridade ao recrutamento interno, aconselhamento de carreira, grandes oportunidades de carreira para mulheres, programas de trainees.

Formas de Remuneração e Auxílios: remuneração por competências e habilidade, remuneração variável, participação nos lucros e resultados (salários extras), 14º salário, programa de reconhecimento, previdência privada, seguro de vida, adicional por tempo de casa, concessão de opção de ações para todos os funcionários (stock options), ajuda no aluguel (em caso de transferência), empréstimo para aquisição de casa própria, financiamento para aquisição de automóvel, carro com despesas pagas, estacionamento, transporte da empresa (ônibus), venda de produtos fabricados pela empresa com desconto, auxílio para pais de filhos excepcionais, auxílio para compra de material escolar e assistência jurídica.

Integração e lazer: clima de camaradagem no ambiente de trabalho, incentivo a participação dos funcionários em projetos filantrópicos, forte política de recepção e integração aos novos colaboradores, clube, colônia de férias, área de lazer na empresa com sala de jogos, leitura e ginástica, atividades de recreação para os filhos de funcionários, promoção de festas Juninas e de Natal.

Comunicação Interna: segurança e confiança na gestão, sinergia entre chefes e subordinados, avaliação 360 graus para todos os funcionários, política de portas abertas, valorização das sugestões dos funcionários, linha direta e ouvidoria para reclamações, número reduzido de salas fechadas, pesquisa de clima periódica para medir a satisfação dos funcionários, clareza e abertura na comunicação interna, política formal de não demissões, entrevista com potenciais pares de trabalho no processo de seleção, ambiente de trabalho onde as pessoas sintam-se livres para participar, criar e ter iniciativa.

Outras práticas: horário flexível de trabalho, jornada reduzida no verão, possibilidade de trabalho em locais remotos (casa, cliente, etc), informalidade nos trajes, licença não remunerada para projetos pessoais, berçário, creche, sala de aleitamento para mães, loja de conveniência e outros serviços dentro da empresa (videolocadora, salão de beleza, etc).

        Então, finalmente, chegamos à conclusão da questão inicial da nossa discussão: o dilema eficiência X eficácia. Assim, concluímos que planejamento de crescimento não se faz apenas com propósitos e estabelecimento de metas. Faz-se, acima de tudo, com estratégia: avaliação do potencial e das necessidades das equipes da organização, do atendimento dessas necessidades e políticas de benefícios que não somente mantenham os talentos que a empresa tem como também, possam atrair talentos de fora para, assim, torná-la mais competitiva.
        Vender mais contratando mais, entregar mais contratando mais, não significa que a empresa está sendo eficiente. Eficiência seria vender mais e entregar mais com a mesma equipe e a eficácia seria maior lucratividade com os mesmos custos.



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O que é emprego, desemprego e sua evolução do Brasil

Emprego e desemprego:

        Emprego é a função e a condição das pessoas que trabalham em caráter temporário ou permanente, em qualquer tipo de atividade econômica. Desemprego é a condição ou situação das pessoas incluídas na faixa das "idades ativas" (em geral entre 14 e 65 anos), que estejam, por determinado prazo, sem realizar trabalho em qualquer tipo de atividade econômica.

Desemprego, algumas definições:

        Desemprego é a medida da parcela da força de trabalho disponível que se encontra sem emprego. Esse fenômeno social é observado principalmente em países subdesenvolvidos cujas economias não conseguem suprir o crescimento populacional.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Desemprego

        É encontrar-se sem emprego. É a disposição social da força de trabalho agravada à medida do desenvolvimento da mecanização, informatização e tecnologização dos processos de trabalho, provocando migração, trabalho informal, aumento do número de pedintes.

Fonte: http://dnadaspalavras.blogspot.com/

        Situação decorrente da inexistência total e involuntária de emprego do beneficiário com capacidade e disponibilidade para o trabalho, inscrito para emprego no centro de emprego.

Fonte:http://www.cantinhodoemprego.com/index.php/emprego/desemprego/530-proteccao-no-desemprego-conceitos.html

Tipos de desemprego:

        Desemprego estrutural: característico dos países subdesenvolvidos, ligado às particularidades intrínsecas de sua economia. Explica-se pelo excesso de mão-de-obra empregada na agricultura e atividades correlatas e pela insuficiência dos equipamentos de base que levariam à criação cumulativa de emprego.
        Desemprego tecnológico: atinge principalmente os países mais adiantados. Resulta da substituição do homem pela máquina e é representado pela maior procura de técnicos e especialistas e pela queda, em maior proporção, da procura dos trabalhos tidos como braçais.
        Desemprego conjuntural: também chamado desemprego cíclico, característico da depressão, quando os bancos retraem os créditos, desestimulando os investimentos, e o poder de compra dos assalariados cai em conseqüência da elevação de preços.
        Desemprego friccional: motivado pela mudança de emprego ou atividade dos indivíduos. É o tipo de desemprego de menor significação econômica.
        Desemprego temporário: forma de subemprego comum nas regiões agrícolas, motivado pelo caráter sazonal do trabalho em certos setores agrícolas.
        O desemprego sempre foi um dos maiores problemas do Brasil. O país nunca conseguiu atingir níveis de crescimento que atendesse à sua oferta de mão-de-obra economicamente ativa e, por isso, sempre teve um alto índice de desempregados. Essa situação provocava um grande estrago imensurável na dimensão econômico-social do país. A maior delas, o nosso mercado interno não possuía a capacidade dinâmica para contribuir no crescimento e no desenvolvimento nacional e social. Ainda por conta disso, também um alto índice de pobreza, maior número de pessoas ociosas e grande parte das pessoas sem condição de cidadania.
        Durante a década de 1980, houve uma mudança no perfil e na dinâmica do mercado de trabalho brasileiro. O crescimento da informalidade junto com a redução do emprego assalariado surgiu como duas tendências, que caracterizaram o Brasil no início dos anos 1990. O aumento da informalidade decorreu basicamente do aumento do custo de contratação de trabalhadores formais em função das novas leis trabalhistas a partir da Constituição de 1988. Como consequência, houve uma estabilização da taxa de desemprego em um patamar elevado.
        Na década de 1990, o desemprego passou a ser um problema social com taxas monstruosas no Brasil. O comportamento do mercado de trabalho nos dois mandatos do Presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) foi marcado por novas tentativas de organização do Estado brasileiro com as políticas de estabilização macroeconômica, em particular das políticas cambial e monetária, reestruturação do Estado, além da intensificação do processo de abertura a partir de 1995.
        Em relação às políticas públicas, o enfoque passou a ser o de aumentar a qualificação do trabalhador. As políticas de emprego e renda passivas, como o pagamento do seguro desemprego, foram ampliadas no intuito de também contemplar as políticas ativas, voltadas para a promoção da atividade produtiva
e para o aumento da qualificação do trabalhador.
        Em 2000, o medo empresarial ao risco se recuperou do turbulento ambiente de incertezas no cenário mundial dos três anos anteriores. Aliado a isso, houve uma melhoria significativa do setor produtivo nacional, que possibilitou uma importante recuperação do mercado de trabalho naquele ano.
        Entre os anos de 2001 e 2002, como conseqüência de outros choques econômicos, como a crise energética, a instabilidade originada no cenário externo (crise da Argentina) e do interno (eleição presidencial), bem como do esgotamento das opções de política de um governo em fim de mandato, a taxa de desemprego voltou a subir, ficando próxima dos 10%.
        Para concluir, durante os dois mandatos do governo FHC, o desemprego tornou-se um problema social relevante a ser combatido, na tentativa se evitar a instalação do caos social.



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Última reunião de vendas do ano


Na semana que passou, dias 11, 12 e 13 de novembro, esteve reaunida toda a equipe de vendas das empresas Jorge Batista - Atacado - Floriano e Barão de Grajaú. Encontro com fornecedores, supervisores, muito trabalho é verdade mas, também, uma grande oportunidade para rever os amigos e trocar experiências. Um grande abraço a todos e até a próxima em janeiro de 2011.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Distorções no Investimento em Educação no Brasil

Estudo feito pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) mostra que o Brasil gasta 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação pública. Esta porcentagem está abaixo da média verificada nos países que pertencem à Organizaçao, que é de 4,9%. No ranking a França é a líder, com 5,61%, seguida do México (5,12%), Estados Unidos da América (5,02%), Coreia do Sul (4,79%), Grã-Bretanha (4,66%) e Espanha (4,33%). O trabalho mostra a grande distorção existente no Brasil quanto ao uso dos recursos governamentais. Enquanto em outras nações há um equilíbrio entre os investimentos nos três níveis de ensino, aqui os dados evidenciam que o custo anual por aluno é, respectivamente, de R$ 905,00 (fundamental), R$ 950,00 (médio) e R$ 11.480,00 (superior). Nos outros países a relação de recursos aplicados entre o ensino fundamental e superior é de 1,78 a 3,20%. No Brasil a relação é de 12,68%, isto é, o aluno do ensino superior público consome mais de doze vezes do que é gasto com o de ensino fundamental.


Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/1709577-distor%C3%A7%C3%B5es-investimento-em-educa%C3%A7%C3%A3o-brasil. Acessado em 16.11.2010.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Visita à Fazenda Progresso


Na última sexta-feira, dia 05 de novembro de 2010, o bloco VIII de Administração da Universidade Estadual do Piauí - UESPI, Campus de Floriano - Pi, esteve visitando a Fazenda Progresso em Uruçuí, Serrado Piauiense. Uma comprovoção em loco do que é e siginifica o Agronegócio.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Políticas públicas e investimentos educacionais no Brasil

        Muitos autores consideram o campo da educação como a dimensão estratégica para a construção de um novo ser social, isto é, um ser preparado para as mudanças ocorrentes na sociedade e no mundo. O que é a mais pura verdade. No entanto, a história revela que o Estado brasileiro pouco se esforçou no combate às desigualdades sociais. Historicamente, estando ao lado das elites, impedia o desenvolvimento das classes mais humildes.
        Para a maioria daqueles que realiza ou realizarão tarefas mais simples no mundo do trabalho, oferece-se uma escolarização mínima de oito séries. Para aqueles que efetuam ou possam vir a efetuar tarefas simples ou pouco mais elaboradas, a terminalidade da sua trajetória educacional é conseguida pela conclusão do ensino médio (…) Para aqueles “cidadãos de 1ª Classe” (…) ensino fundamental e ensino médio propedêutico ao ensino superior realizado majoritariamente na rede privada de ensino médio. (Neves, 1999).
        O Brasil vive um processo de dualidade muito desafiador. Estamos, nesse ano de 2010, na perspectiva de crescimento acima dos 7% e o país precisa manter um crescimento médio de pelo menos 6% ao ano para atender a uma população economicamente ativa de mais de 2 milhões de pessoas que entram no nosso mercado de trabalho todos os anos. Por outro lado, esse crescimento nos coloca à beira de um apagão de mão-de-obra por falta de qualificação a altura da demanda existente. O país sofre hoje os impactos negativos do grande descaso com a nossa educação ao longo dos tempos. É verdade que já há vários programas para melhorar a formação da nossa classe trabalhadora. Mas aí que está mais um dos muitos problemas: uma preocupação específica com o trabalho técnico. É óbvio que precisamos qualificar de forma técnica nossa força de mão-de-obra. Mas, precisamos também de políticas de educação mais direcionadas para incentivar a formação nas áreas com maior demanda. Tomemos por exemplo o caso da área de engenharia.
        Um estudo sobre a falta de engenheiros como um sério gargalo para o crescimento nacional foi manchete do jornal “Folha de São Paulo” em matéria de primeira página publicada em 14 de fevereiro de 2010. Na seção “Dinheiro”, o desdobramento da matéria “MÃO DE OBRA QUALIFICADA É NOVO GARGALO” demonstra que, em 2009, 1,7 milhão de vagas oferecidas nas agências públicas de emprego não foram preenchidas, um índice recorde. Entre as vagas ociosas, a área campeã é a Engenharia Civil, seguida da Nutrição e Farmácia. Diz a reportagem: “... A tendência é que a situação se agrave este ano, quando são esperados aumento da atividade econômica e maior oferta de emprego. A escassez de qualificação já é considerada um gargalo comparável à falta de infra-estrutura/logística e à alta carga tributária".
        A quantidade ideal de engenheiros para um país em desenvolvimento é algo como 25 para cada grupo de 100.000 habitantes – o dobro do necessário nos países mais ricos. Nesse cálculo, o Brasil está bem abaixo da média e atrás de outros países emergentes. Para piorar o quadro, o país forma engenheiros em ritmo lento demais. Eis os números:

        Essa situação é consequência da falta de visão e planejamento onde, há muito tempo, a educação era vista apenas como formadora de mão-de-obra para o mercado de trabalho. Porém, dizia-se preocupada com a formação de um trabalhador que desenvolvesse novas competências, mas para que se ter um trabalhador competente, se o trabalho é realizado de forma técnica? Isso ocorreu durante muito tempo. Porém, hoje, os profissionais melhores remunerados são justamente aqueles que têm uma maior capacidade de solucionar diferentes problemas que venham surgir no ambiente de trabalho.
        O atual governo tem procurado desenvolver políticas que possibilitem a melhoria da qualidade educacional de todo o povo. Uma delas é o ProUni - Programa Universidade para Todos foi criado pela MP nº 213/2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005. Tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de baixa renda, em cursos de graduação e seqüenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior, oferecendo, em contrapartida, isenção de alguns tributos àquelas que aderirem ao Programa. É uma das ações que vão ao encontro das metas do Plano Nacional de Educação, que prevê a presença, até o final de 2010, de pelo menos 30% da população na faixa etária de 18 a 24 anos na educação superior.
        Políticas como o ProUni são bem vindas. A questão é que precisa haver um foco necessário para atender às nossas demandas. Hoje, ela está engordando a conta de muitas universidades particulares, mas, sem foco para o que realmente o país está necessitando.
        Segundo a OAB, o Brasil chegou ao final do ano de 2007 com mais de 600 mil advogados e quase um mil (1.000) cursos jurídicos que formaram cerca de 120 mil novos bacharéis, mas somente cerca de 30% desse total com chances de aprovação no Exame de Ordem. Ainda naquele ano, dos 756.799 concludentes de nível superior no Brasil, 120.562 foram na área de Administração – 15,93%.
        Portando, o país precisa e muito de políticas públicas na área da educação. Mas, que tenham direcionamento para o atendimento daquilo que é mais urgente para promoção do nosso crescimento e desenvolvimento. Posso citar, por exemplo, áreas como matemática, química, física, biologia e outras de igual importância para que esse país dê um salto de qualidade na sua mão-de-obra, torne-se mais competitivo e capaz de crescer de forma igualmente justa e sustentável.

Dica de site: http://www.defesanet.com.br/pensamento/ioschpe.htm

Referências:

NEVES, Lucia Maria Wanderley. Educação e Política no Brasil de hoje. 2ª Ed. São Paulo: Cortez, 1999.

http://www.defesanet.com.br/br/edu_engenheiros.htm. Acessado às 19: 50 h em 07.11.2010.

http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=6833. Acessado às 19: 50 h em 07.11.2010.

http://www.crasp.com.br/index2.asp?secao=828. Acessado às 19: 50 h em 07.11.2010.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dia de finados


O Dia de Finados não é dia de tristeza, como o é para aqueles que não tem fé, mas é um dia de saudosa recordação, confortada pela fé que nos garante que nosso relacionamento com as almas dos falecidos não está interrompido pela morte, mas é sempre vivo.

Você conhece os dados estatísticos a respeito da educação no Brasil?

       Eu destaquei no artigo anterior o avanço das políticas de inclusão social desenvolvidas pelo governo Lula que, pelo menos a curto prazo, muito contribuíram para a redução da miséria em nosso país e deram ao mesmo tamanha popularidade capaz de ele fazer o seu sucessor. No mais, é muita propaganda, muita mídia para enganar o povo. Na educação, por exemplo, o quadro desenhado pelo governo não reflete a verdadeira realidade. Vamos aos números.
        O analfabetismo atinge ainda cerca de 10% dos brasileiros com 15 anos ou mais (IBGE, 2006); as matrículas no nível médio são insuficientes; o acesso ao ensino superior é restrito; e a repetência no País é alarmante. Apenas 47% dos jovens entre 15 e 17 anos cursavam o ensino médio no ano de 2006, enquanto 15,5% destes estavam fora da escola, sem ter completado esta faze educacional (IPEA, 2008).
        Para o ensino superior, dados de 2003 indicam que havia, no Brasil, apenas 213 estudantes universitários para cada grupo de 10 milhões de habitantes, taxa muito inferior à da Argentina (531/10 milhões), da Bolívia (347/10 milhões) ou do México (225/10 milhões) (IPEA, 2008). Ademais, segundo Soares (2007), a comparação internacional indica que só em Angola - país africano vitimado por guerra civil há mais de 20 anos -, o fenômeno da repetência é tão expressivo quanto no Brasil.

SANTOS, Maria Paula dos. O Estado e os problemas contemporâneos. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração/UFSC; [Brasília]: CAPES: UAB, 2009, p. 75.

Reflexos das políticas de distribuição de renda e inclusão social

        Passou-se muito tempo no Brasil para se entender que somente olhando carinhosamente e, também, investindo nas classes mais necessitadas da população é que o país passaria a ter níveis econômicos e sociais mais elevados. Ou seja, o país teria crescimento econômico e social. Quem não lembra na “célebre” frase do ex-ministro Delfin Neto lá ainda no governo militar no General Figueiredo: “é preciso fazer o bolo crescer para depois parti-lo”. Esse era o pensamento dos setores mais conservadores e privilegiados da sociedade brasileira com acesso a melhores condições de vida. Isto é, algo somente para quem tinha uma certa condição econômico-financeira. Os demais deveriam continuar esperando o tão sonhado dia da benevolência dos políticos e dos mais favorecidos para então passarem a receber um pouco mais daquilo que precisavam para viverem mais dignamente. Esse foi um comportamento que perdurou no Brasil durante décadas, o que ocasionou um aumento absurdo da faixa de pobres e miseráveis e tornando o país incapaz de crescer e se desenvolver.
        Finalmente o Estado brasileiro entendeu que era necessário investir em programas de inclusão social e transferência de renda para sair daquele quadro de atraso e entrar para o mundo dos países mais evoluídos do ponto de vista econômico e social. Ora, o novo governo que assumiu o país em 2003 não inventou a roda nem descobriu o fogo, simplesmente aplicou uma ferramenta que chamamos em Administração de ¹Benchmarking. Que é simplesmente o método sistemático de procurar os melhores processos, as ideias inovadoras e os procedimentos de operação mais eficazes que conduzam a um desempenho superior. O Brasil fez exatamente o que fizeram a maioria dos países desenvolvidos no mundo atual: iniciar um processo de negociação e acordos pontuais de classe e, assim, começar a construção de uma sociedade de maior inclusão e equilíbrio social. Dessa forma, como aconteceu em boa parte do mundo contemporâneo, também o Brasil foi capaz de impor uma nova pauta política, um novo rumo e um novo ritmo de desenvolvimento ao país. Traduzindo tudo isso: o país passou a investir mais em seu mercado interno. Gente, essa foi uma das razões que fizeram os EUA tornarem-se a primeira potência mundial. Isso que fará com que a China brevemente ultrapasse os americanos e tomem esse posto. O país tem um mercado interno que ultrapassa 1,4 bilhões de habitantes, está se modernizando, até 2022 os chineses construirão 160 mil km de linhas para trem bala enquando o Brasil imagina construir pouco mais de 400 até as olimíadas de 2016 entre Rio e SP e, hoje, a maioria absoluta dos chineses com idade inferior a 25 anos falam inglês.
        Então, os vários programas de políticas e estratégias de combate a pobreza, desigualdade e exclusão social formam o grande leque de cnquistas do governo Lula que o tornou o mais aprovado pela maioria do povo brasileiro. O Brasil teve anteriormente em sua história apenas dois períodos semelhantes ao que estamos vivenciando. O período varguista, durante o qual ocorreu a consolidação do Estado nacional brasileiro e o desenvolvimentista com o reconhecimento dos direitos sociais dos trabalhadores, o período JK com os 50 anos em 5. Porém, nem o governo Vargas nem o governo JK promoveram inclusão social na proporção verificada no governo Lula. O Brasil tornou-se um país de classe média, pela primeira vez, mais de 50% da população economicamente ativa passou a fazer parte da economia formal e mais de 40 milhões de pessoas ascenderam socialmente.
        Esse fortalecimento do nosso mercado interno, onde a população de menor renda passou a ter melhores condições de vida possibilitou que também os de maior renda se beneficiassem. Os empresários puderam experimentar o efeito multiplicador da melhoria da renda dos seguimentos sociais mais pobres. Isto é, quando muitos têm poder de compra, a economia se movimenta mais rapidamente, todos ganham e o país, como um todo, cresce.
        O mais importante de tudo isso é que essas conquistas se deram de forma pacífica e hordeira. Em muitos outros países, antes de nós, houve revoluções sociais como a que está em curso hoje em nosso país. No entanto, foram conquistas consequentes de períodos de depressão econômica e enfrentamentos sangrentos e prolongados para que as transformações ocorressem.
        Para concluir, é importante destacar que estamos abordando a questão dos avanços sociais no Brasil e discutindo políticas atuais de distribuição de renda e inclusão social. Esse é o grande legado do governo Lula. No mais, o país ainda continua muito a quem do que deve ser um verdadeiro país desenvolvido. Mantemos, ainda, uma das maiores taxas de desigualdade social do mundo, nossa educação deixa muito a desejar, a saúde está precária e a sociedade brasileira vive apavorada pela violência. Esses problemas passam ser o maior desafio do próximo governo.

¹http://pt.wikipedia.org/wiki/Benchmarking

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Conceito de pobreza no Brasil

A ausência de recursos financeiros e econômicos é a forma de pobreza mais comum e pode ser considerada a base de todas as outras. De uma forma absoluta, o estabelecimento do que seja pobreza se dá a partir da fixação de padrões para o nível mínimo ou suficiente de necessidades, conhecido como linha ou limite da pobreza, para determinada parcela da população que se encontra abaixo desse limite. É um padrão de vida mínimo que se apresenta sob diferentes aspectos – nutricionais, de habitação ou de vestuário - e normalmente é avaliado conforme preços relevantes, calculando o rendimento necessário para custeá-los.

Sendo assim, o que se constata é que esse nível de linha de pobreza não traduz a nossa mais pura realidade. Ora, dizer que pobre é somente quem tem uma renda de até meio salário mínimo mensal vai muito além do limite dos absurdos. Essa concepção de que tendo uma renda superior a meio salário mínimo já é o suficiente para não ser enquadrado como pobre não condiz com a vida real que o ser humano precisa e deve ter acesso. Aqui, podemos fazer um desafio: uma pessoa que tenha uma renda de um salário mínimo mensal pode ter acesso às condições necessárias para que possamos afirmar que ela tem uma vida digna? Vamos á resposta:

 Viver bem significa ter acesso à educação de qualidade. Essa, somente encontramos na rede particular a um preço altíssimo. Como anda a educação pública no Brasil? E no nosso querido Piauí onde somos o Estado classificado em último lugar da federação?

 Viver bem significa ter acesso à saúde de forma integral. Quantas pessoas estão morrendo por falta de atendimento médico, por falta de hospitais com estruturas adequadas para atender a todos, principalmente aquelas pessoas de baixa renda que não podem pagar os planos de saúde que cada dia estão mais caros e atendendo menos?

 Viver bem significa direito á moradia decente, diferente dessas ocas que estão sendo construídas pelos planos politiqueiros e eleitoreiros país afora. Significa proteção e segurança por parte de um Estado que garanta a ordem e a paz na sociedade; acesso a trabalho para obtenção de renda para o sustento da família, transporte, etc.

Cada vez mais se fala em desenvolvimento sustentável em relação ao meio ambiente. No entanto, é necessário entender que em primeiro lugar é preciso desenvolver o homem. Esse desenvolvimento se dá por meio de acesso a todas as condições necessárias para uma vida digna.

Obviamente que todas essas referências feitas acima dizem respeito ao Estado brasileiro que possui uma das maiores cargas tributárias do mundo, acabamos de ultrapassar um trilhão de reais pagos em impostos no ano, e não oferece serviços e atendimento de qualidade à sua população. A correlação entre o valor que é arrecadado e os serviços ofertados é de uma disparidade inaceitável. Nesse Estado, se não fôssemos obrigados a pagar plano de saúde, escola particular, pagar agentes de direito para termos nossos direitos garantidos, pedágios sem sentido e mais outras muitas coisas que levam a maior parte da renda, aí sim, poderíamos aceitar o conceito de que pobre é aquele que vive com uma renda de até meio salário mínimo mensal.

No Brasil, o problema maior da questão pobreza é o processo de degradação da qualidade de vida que é generalizado para o país como um todo.

Eis como os mais pobres definem a pobreza:

Pobreza é fome, é falta de abrigo. Pobreza é estar doente e não poder ir ao médico. Pobreza é não poder ir à escola e não saber ler. Pobreza é não ter emprego, é temer o futuro, é viver um dia de cada vez. Pobreza é perder o seu filho para uma doença trazida pela água não tratada. Pobreza é falta de poder, falta de representação e liberdade”.

(In: RAE-eletrônica, Volume 1, Número 2, jul-dez/2002)

O jeito petista de privatizar

Em 2003, a Petrobras tinha 123.000 funcionários terceirizados. Agora, tem 295.000. A participação desses trabalhadores no quadro geral da companhia saltou de 70% para 80%. Uma centena de empregados da estatal diz que essa política constitui um tipo de "privatização" da companhia. Diz também que ela é responsável pelo aumento dos prejuízos com panes e paradas não programadas nas operações da empresa, presidida por José Sérgio Gabrielli. Em 2003, esses problemas causaram perdas de 183 milhões de dólares. No ano ano passado, o valor subiu para 418 milhões de dólares.

Fonte: revista Veja, edição 2.187 de 20 de outubro de 2010.